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Anukis

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Também conhecida como Anuket, Anukis surgiu por meio da cosmogonia de Elefantina, na qual o mundo teria sido criado por Khnum, Satet e Anuket. Khnum teria criado os seres humanos, Satet, esposa de Khnum, teria sido responsável pela inundação do Rio Nilo, a qual permitiu a fertilidade dos solos e Anuket, filha do casal, teria auxiliado na criação da água do mundo. Por essa razão Anukis era cultuada, principalmente, na região da ilha de Sehel, em Elefantina, onde se localizava a primeira catarata do Rio Nilo, que era um dos seis afloramentos de granito que obstruíam o rio. Tanto é que nesse local foi construído um belo templo para a deusa durante a XIII dinastia a mando do faraó Sobekhotep II, além de uma capela, que foi erguida pelo grande rei Amenhotep II, durante a XVIII dinastia. Anukis recebeu o título de "Aquela que abraça', já que seu nome significava "abraçar", também foi bastante adorada na Núbia, onde ficou conhecida como "Senhora da Núbia". Anuk...

A Prece de Anúbis

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Conheça, agora, a oração do Livro dos Mortos, que era evocada pelos sacerdotes de Anúbis durante o processo de embalsamamento, momento em que os egípcios acreditavam  que a divindade da morte inspirava seus sacerdotes para a realização exímia das técnicas de mumificação. '' Nós, os chacais, sacerdotes de Anúbis, somos os guardiões de suas tumbas gloriosas e das sepulturas humildes. Somos os guardiões dos mortos. Somos os servos de Anúbis. Somos a Cinópolis."

Anúbis

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Era a divindade da morte que auxiliava os egípcios antigos no processo de embalsamamento. Anúbis também tinha a função de julgar os atos dos falecidos, os conduzir até o Reino dos Mortos, além de guardar e vigiar as tumbas e as pirâmides. Ele era filho da deusa Néftis (divindade da obscuridade) com Osíris (Deus da vida após a morte). Casou-se com a deusa Anput, sua versão feminina de poderes divinos e juntos tiveram Kebechet, a entidade do frescor e da purificação da água, em que eram lavados os corpos dos mortos, durante a mumificação. Os egípcios se referiam a Anúbis de diversas maneiras, entre elas, "Senhor da Necrópole", "Senhor da Terra Santa", "Senhor do Oeste". A entidade também foi considerada o primeiro Deus a mumificar um corpo, já que quando Osíris foi cortado em sessenta e quatro pedaços por seu irmão Seth, Anúbis foi a divindade que embalsamou o corpo de Osíris, mostrando que dominava todas as técnicas desse procedimento, tornado-se, assim, ...

Anit e o precioso corante

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A admiração pela impetuosidade e pela força da deusa Anit era tamanha, que os egípcios antigos decidiram colocar o seu nome para denominar um corante natural, que eles consideravam precioso. O corante era retirado do caracol Murex (Murex brandaris) e por ter uma cor vibrante vermelho-púrpura, passou a ser chamado no Egito Antigo, de Anit, cor que representava o caos, a raiva e o fogo. No entanto, não era nada fácil extrair tal corante do caracol, o que explica a sua preciosidade, já que eram necessários doze mil caracóis para se conseguir tingir apenas um lenço de mão. Para se obter a cor preciosa, os egípcios esmagavam os caracóis, em seguida, os deixavam por três dias em água salgada e, depois os ferviam por cerca de dez dias. Depois de pronto, o corante era usado para tingir as roupas e os acessórios dos grandes reis, bem como as velas dos barcos faraônicos, o que designava que quando as velas púrpuras fossem avistadas, os demais barcos tinham que se afastar para dar passagem ao ...

Anit

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Anit, na verdade, não era uma divindade egípcia, mas, sim uma deusa semita jovem da fertilidade e da guerra. Com a tomada do poder egípcio pelos hicsos em 1.780 a.C., durante a XIV e a XV dinastias faraônicas, diversas entidades semitas foram inseridas à mitologia egípcia, entre elas, Anit, que também era conhecida como Anat. Ela era tida como uma divindade da guerra e também da fertilidade, e era representada pela figura de uma mulher que usava a coroa do Alto Egito, com duas penas de avestruz e, segurava em uma mão uma clava (arma semelhante ao um pedaço grosso de madeira) e, na outra uma lança e um escudo. Os reis hicsos foram responsáveis por tornar a divindade Anit popular no Egito Antigo, mas ela só passou a ser realmente ovacionada e cultuada pela sociedade egípcia, durante o reinado de Ramsés II, que foi de 1.279 a.C, a 1.213 a.C, na XIX dinastia. O faraó possuía grande respeito e admiração por Anit e a considerava sua protetora, sendo assim, ordenou a construção de um belo te...

Amonet e a Árvore Acácia

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Segundo os egípcios antigos, a deusa Amonet representava a árvore Acácia  (Acacia parviceps), de onde a vida teria surgido. Sendo assim, passaram a fabricar os sarcófagos, onde ficavam as múmias, de madeira de acácia, a qual, além de ser bastante resistente, designaria o surgimento da vida eterna. Vale elucidar que os egípcios também empregavam a mesma madeira para fazer barcos, inclusive as barcas sagradas, que ficavam no interior das pirâmides, com o intuito de levar a alma do morto para o céu, rumo à ressurreição. Acácia do deserto A árvore Acácia era considerada como o símbolo da vida para os egípcios, justamente pelas suas características, já que suas folhas se abriam ao amanhecer com o nascer do sole se fechavam com o pôr do sol, suas folhas também eram semelhantes ao formato do disco solar. Tais fatores estavam diretamente ligados à deusa Amonet, considerada o sol que se erguia toda manhã e a força criadora da vida.

Amonet

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Conhecida como Amaunet, foi a esposa da divindade Amon e a deusa da força criadora da vida, do oculto e do poder, que surgiu por meio da cosmogonia de Hermópolis. Ela era representada de formas variadas, com uma vaca, como uma mulher com cabeça de rã ou serpente ou como uma mulher portando uma coroa vermelha, a qual era o símbolo do Baixo Egito. Era cultuada, principalmente, na primeira festa em que o faraó organizava para anunciar o início da sua administração, também durante a Heb Sed, que era a comemoração dos 30 anos de reinado de um grande rei. Os egípcios antigos acreditavam que, durante essas celebrações, Amonet se materializaria em uma sombra que envolveria o faraó, a qual lhe protegeria e permitiria sua ascensão no inicio do reinado e também lhe concederia mais vitalidade e discernimento, após ter administrado o Egito por três décadas. Amonet também foi considerada a mãe de toda a criação, como também o sol que se erguia toda manhã e a árvore Acácia (Acacia parviceps), de qua...